Critérios para escolher uma escola


1) Quero que o meu educando contacte famílias importantes para poder, mais tarde, ter um emprego sem qualquer qualificação.

 Bom, escolha uma escola privada ou pública que esteja na moda. Normalmente enche-se de alunos filhos de gente poderosa.

2) Quero que o meu educando tenha, de certeza, acesso às melhores universidades estrangeiras de preferência em País anglo-saxónico.
Bom, escolha uma escola internacional que tenha justamente esses acordos com as universidades estrangeiras. É inevitável que entre nas ditas.

3) Quero que o meu filho entre no círculo do poder subtil e discreto.
Bom, escolha uma escola que pertença a organizações que, justamente, organizam essa subtil e diáfana rede de poder. Se o seu educando tiver qualidades, será seguramente um dos escolhidos, se não tiver, ficará seguramente com as sobras que não são de desprezar.

4) Quero que o meu educando seja feliz.
Bom, ponha-o em qualquer escola pública ou privada em que a actividade mais importante seja  a organização de  festas ou/e que seja um cadinho produtor de oportunidades para os alunos se conhecerem, se identificarem e organizarem eles mesmos as festas.

5) Quero que o meu aluno aprenda.
Bom, nesse caso, prepare-se para uma luta tremenda contra o establishment dos amigos e dos pais dos amigos que tudo farão para lhe tirar essa ideia bizarra da cabeça. Prepare-se para calcorrear uns bons quilómetros e para perder uma boa quantidade de tempo, a investigar, com objectividade, uma escola que seja uma escola que realmente ensine, cultive a firmeza para manter o seu educando nessa escola, até ao fim, contra ventos e marés, não podendo prometer mais do que trabalho árduo que é a chave para a aventura colossal do conhecimento.

João Rangel de Lima

2013