Gato Fedorento ou “uma luz ao fundo do túnel”


Foi, está a ser, um fenómeno de popularidade e…junto dos mais jovens. Contra a opinião dos génios do marketing e dos coscovilhadores de audiêncais, os jovens gostam de humor, gostam de humor inteligente (devia ser um pleonasmo mas nos dias que correm não é), gostam de programas inteligentes…Pasme-se!…os jovens pensam e gostam de pensar.

E agora? Que irão fazer os fazedores de programas, digo directores de programas? Este dado é novo, os autores do Gato Fedorento não precisaram de recorrer ao bronco, ao boçal, para fazer rir e ter audiências…e ter audiências em horários inacreditáveis. Parece que afinal algo funcionou mal no raciocínio simplista dos primeiros…Ponham-se a pensar senhores!

Uma calorosa saudação aos jovens autores da série que não se venderam, ao contrário de muito boa gente, e que arriscaram na qualidade e uma saborosa esperança de que assim se inicie um processo de recuperação duma geração de jovens que, com o consentimento de todos, se instalou num estado inefável de mediocridade.

 João Rangel de Lima

2004

Dica: Os Top de Vendas pertencem a Beethoven e a Mozart e já morreram há mais de 200 anos.