Miguel Góis – humor inteligente em país de florisecas

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Dizia-me há uns mails atrás ““n’As Descobertas apresentava Telejornais, agora continuo a apresentar Telejornais””.
E assim é, o Miguel com mais três colegas das Produções Fictícias, arriscou o Gato Fedorento na SIC Radical em 2004. Colocado num horário muito adverso, conseguiu furar a espessa névoa da mediocridade untuosa nacional e impôs-se com uma pujança que os produtores da nossa terra não imaginavam nem acreditavam que fosse possível.
Na realidade a qualidade vende (quem vendeu mais discos até hoje não foi o Marco Paulo foi o Mozart) e a juventude não é cretina. Dá jeito para vender escovas mas, de facto, não é. Obrigado Miguel por não te venderes e descansa que, como recompensa, ficarás, com os teus amigos, na História de Portugal, por conseguirem, à tangente, evitar o colapso total da faculdade de pensar. O Miguel entrou para As Descobertas em 1978 e, na fotografia junta, participa num sketch da festa de fim de ano cuja loucura faria empalidecer os próprios Gato Fedorento.