Sara Serpa – De uma “ópera” de Escola a Nova Iorque

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No final do ano letivo, no verão de 1991, à noite, a Sara entra e canta uma “ária” de uma ópera sobre o holocausto. A ideia tinha sido da Diana, claro, depois com a colaboração preciosa do Ricardo (professor de música) parte da turma compôs a música e interpretou-a. O França à frente, não podia deixar de ser. Outra parte fez o libretto e aconteceu, para grande espanto dos Pais e demais assistentes que isto de festas de crianças não supõe óperas e sobre o holocausto, arte e do tipo mais difícil.

A Sara diz-me que não se lembra de todo ( a memória é uma terra estranha, dizia alguém, lá tudo se passa de forma diferente) mas tenho o filme para quando ela quiser ver.

Já nessa altura a sua voz fazia a diferença. E a memória do seu cantar nessa noite no terreno vago duma escola ainda em construção (literalmente) nunca a perdi.

Já nessa altura estudava piano e, se não estou em erro, canto. Foi para o Conservatório de Lisboa onde continuou estes dois instrumentos.

Curiosamente, no ISPA, faz uma licenciatura em Reabilitação e Inserção Social.

Ingressa na Escola de Jazz do Hot Club de Lisboa e…em 2005 vai para os Estados Unidos (começa a ser um must das “carreiras interessantes” dos nossos ex-alunos).

Frequenta o Berklee College of Music e, no Conservatório de New England, faz um mestrado em Jazz Performance.

O grande Greg Osby contacta com a sua música e voz e convida-a a colaborar com o seu grupo…de que, agora, faz parte. Esteve entre nós no dia 17 de Julho de 2009 no CCB.

Editou um disco com composições suas. “Praia” que criou em Boston ao longo de três anos.

Vive actualmente em Nova Iorque onde soma sucessos.

““She is unique beyond words””. Não sou eu que o digo, é o Boston Globe.

A Sara entrou para As Descobertas em 1989 para o 5º ano.